El silencioso colapso de la atención primaria: aumento de las hospitalizaciones por afecciones sensibles a la atención primaria tras la pandemia
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18843289Palabras clave:
Atención primaria de salud, Hospitalizaciones por afecciones sensibles a la atención primaria, COVID-19, PandemiasResumen
Introducción: La Atención Primaria de Salud (APS) desempeña un papel central en la organización de los sistemas de salud, siendo responsable de la coordinación del cuidado y la prevención de enfermedades. En este contexto, las hospitalizaciones por Condiciones Sensibles a la Atención Primaria (CSAP) se consideran un indicador importante de la efectividad de este nivel de atención. Después de la pandemia de COVID-19, se observaron impactos significativos en la organización de los servicios de salud, lo que pudo haber influido en el aumento de hospitalizaciones evitables. Metodología: Se trata de una revisión integradora de la literatura realizada en bases de datos científicas, incluyendo estudios publicados entre 2021 y 2025. Se utilizaron descriptores relacionados con Atención Primaria de Salud, hospitalizaciones por condiciones sensibles a la atención primaria y COVID-19. Tras aplicar los criterios de inclusión y exclusión, se seleccionaron nueve estudios para el análisis. Resultados y discusión: Los estudios analizados demostraron que la pandemia impactó directamente la organización de los servicios de salud, provocando reducción de consultas, interrupción del seguimiento de enfermedades crónicas y reorganización de los equipos de salud. Estos factores contribuyeron a la fragilidad en la continuidad del cuidado y a un posible aumento de las hospitalizaciones por CSAP en el período pospandémico. Además, las desigualdades sociales y las limitaciones estructurales del sistema de salud también influyen en el comportamiento de estas hospitalizaciones. Conclusión: Se concluye que el fortalecimiento de la Atención Primaria de Salud es fundamental para reducir hospitalizaciones evitables y mejorar los indicadores de salud de la población. Estrategias orientadas a ampliar la cobertura de la Estrategia de Salud de la Familia y fortalecer el seguimiento longitudinal del cuidado son esenciales para garantizar mayor resolutividad de la APS.
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