Interações medicamentosas entre plantas medicinais brasileiras: revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22128094Palavras-chave:
plantas medicinais, interações, fármacosResumo
O uso concomitante de plantas medicinais e medicamentos sintéticos é prática difundida no Brasil, favorecida pela percepção equivocada de que produtos naturais são isentos de riscos. Esta revisão integrativa objetivou sintetizar evidências científicas sobre interações entre dez espécies selecionadas — alcachofra, babosa, boldo-do-chile, espinheira-santa, guaco, maracujá, sene, unha-de-gato, guaraná e camomila — e medicamentos sintéticos. Foram consultadas as bases PubMed/MEDLINE e Google Acadêmico, além de fontes oficiais, considerando publicações dos últimos dez anos. Predominaram interações farmacodinâmicas, com destaque para potencialização de efeitos anticoagulantes (presente em sete espécies), indução de hipocalemia com risco de toxicidade digitálica (babosa e sene) e somação de efeitos depressores do sistema nervoso central (maracujá e camomila). Interações farmacocinéticas, mediadas pelo citocromo P450, foram menos frequentes. O nível de evidência é predominantemente baixo a moderado, sustentado por relatos de caso e estudos pré-clínicos. Conclui-se pela necessidade de questionamento ativo sobre o uso de fitoterápicos na prática clínica e de mais pesquisa nacional controlada.
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