Tecnologias assistivas na superação de deficiências de aprendizagem no ensino médio
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22113675Palavras-chave:
Tecnologias Assistivas, Deficiências de Aprendizagem, Ensino MédioResumo
A trajetória histórica dos direitos educacionais revela uma transição gradual do isolamento social e assistencialismo para a garantia do direito irrestrito à educação inclusiva. Embora o arcabouço normativo assegure o ensino acessível em todos os níveis, jovens com deficiência ou transtornos de aprendizagem enfrentam barreiras pedagógicas que comprometem seu rendimento acadêmico no Ensino Médio. Diante de todo o panorama exposto e das problemáticas apresentadas, o presente estudo tem como objetivo principal analisar o uso das tecnologias assistivas na superação de deficiencias de aprendizagem no ensino médio. Para isso, realizou-se uma revisão narrativa de natureza qualitativa, voltada para a descrição e interpretação crítica das produções científicas sobre a temática. A busca por referenciais bibliográficos foi conduzida em bases de dados como SciELO e Google Acadêmico, selecionando trabalhos em língua portuguesa publicados no período de 2022 a 2026, com exceção da legislação e marcos regulatórios. Os dados apontam que as especificidades cognitivas e neurodesenvolvimentais, a exemplo da dislexia, discalculia e deficiência intelectual, demandam recursos metodológicos flexíveis para garantir o aprendizado. A utilização planejada de tecnologias assistivas, como softwares leitores de tela, conversores de texto em áudio, organizadores visuais e plataformas gamificadas, atua diretamente na eliminação de barreiras, promovendo a autonomia, a autoconfiança e a permanência do estudante na escola. Contudo, a efetividade desses recursos exige investimentos contínuos na melhoria da infraestrutura física e digital dos estabelecimentos, bem como na formação continuada dos professores para a mediação pedagógica. Dessa forma, o emprego direcionado de tecnologias assistivas viabiliza o acompanhamento curricular equitativo, diminui os índices de desequilíbrio pedagógico e consolida o Ensino Médio como um espaço democrático de formação cidadã.
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