Tendência temporal e distribuição espacial da meningite bacteriana no Brasil (2014–2024): uma revisão bibliográfica

Autores

  • Leandro de Oliveira Reckel Centro Universitário do Espírito Santo Autor
  • Bruno Pereira dos Santos Centro Universitário do Espírito Santo Autor
  • Filipe Flores Bicalho Centro Universitário do Espírito Santo Autor
  • Franciellen Mariano do Nascimento Centro Universitário do Espírito Santo Autor
  • Gabriela Bastos Guisolfi Centro Universitário do Espírito Santo Autor
  • Linda Christian Carrijo Carvalho Universidade de São Paulo Autor

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21501980

Palavras-chave:

Meningite bacteriana, Epidemiologia, Distribuição espacial, Tendência temporal, Brasil

Resumo

A meningite bacteriana permanece como um importante problema de saúde pública devido à sua elevada morbimortalidade, ao potencial de ocasionar sequelas neurológicas permanentes e às desigualdades observadas em sua distribuição epidemiológica no território brasileiro. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da tendência temporal e da distribuição espacial da meningite bacteriana no Brasil no período de 2014 a 2024. Trata-se de uma revisão bibliográfica, de caráter descritivo e exploratório, realizada por meio de buscas nas bases de dados SciELO, PubMed e Google Scholar, utilizando descritores relacionados à meningite bacteriana, epidemiologia, tendência temporal, distribuição espacial e Brasil. Foram incluídos artigos publicados entre 2014 e 2024 que abordassem aspectos epidemiológicos da doença, sendo os dados analisados de forma descritiva. Os estudos evidenciaram redução gradual da incidência da meningite bacteriana após a ampliação da cobertura vacinal, embora persistam importantes desigualdades regionais quanto à ocorrência de casos, mortalidade e acesso aos serviços de saúde. As regiões Sudeste e Sul concentraram maior número absoluto de notificações, enquanto Norte e Nordeste apresentaram maiores indicadores de letalidade. Além disso, Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae permaneceram como os principais agentes etiológicos, e crianças menores de cinco anos continuaram representando o grupo mais vulnerável. Conclui-se que o fortalecimento das estratégias de imunização, da vigilância epidemiológica e da assistência em saúde constitui medida essencial para reduzir a morbimortalidade e minimizar as desigualdades relacionadas à meningite bacteriana no Brasil.

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Publicado

07/23/2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

RECKEL, Leandro de Oliveira; SANTOS , Bruno Pereira dos; BICALHO, Filipe Flores; NASCIMENTO, Franciellen Mariano do; GUISOLFI, Gabriela Bastos; CARVALHO, Linda Christian Carrijo. Tendência temporal e distribuição espacial da meningite bacteriana no Brasil (2014–2024): uma revisão bibliográfica. Journal of Social Issues and Health Sciences (JSIHS), [S. l.], v. 3, n. 3, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.21501980. Disponível em: https://ojs.thesiseditora.com.br/index.php/jsihs/article/view/634.. Acesso em: 6 ago. 2026.