Enfermagem e Terapia Intensiva: conhecimentos e atitudes necessárias para novas modalidades de tratamento
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19872070Palavras-chave:
Enfermagem, Terapia Intensiva, Tecnologia em Saúde, Segurança do PacienteResumo
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) constitui um ambiente de elevada complexidade, caracterizado pela incorporação crescente de tecnologias avançadas e pela necessidade de cuidados especializados ao paciente crítico. Nesse contexto, a atuação da enfermagem exige a integração entre conhecimentos técnico-científicos, habilidades clínicas e atitudes voltadas à segurança e humanização do cuidado. O presente estudo teve como objetivo analisar os conhecimentos e atitudes necessários da equipe de enfermagem para a incorporação e o manejo de novas modalidades de tratamento e tecnologias nas UTIs. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada a partir de buscas nas bases de dados LILACS, SciELO, MEDLINE e BDENF, contemplando publicações entre os anos de 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Os resultados evidenciaram que a introdução de tecnologias, como a Inteligência Artificial, terapias avançadas e novos protocolos assistenciais, tem transformado a prática da enfermagem intensiva, ampliando a necessidade de qualificação profissional contínua. Destacam-se, ainda, desafios relacionados à sobrecarga de trabalho, riscos ocupacionais e barreiras institucionais que impactam a implementação do Processo de Enfermagem e a segurança do paciente. Observou-se que a atuação do enfermeiro deve transcender o domínio técnico, incorporando competências gerenciais, capacidade de tomada de decisão e habilidades de trabalho multiprofissional. Conclui-se que o fortalecimento da educação permanente, aliado ao suporte institucional e à integração entre tecnologia e humanização, é essencial para a qualificação da assistência e a promoção de uma cultura de segurança nas UTIs.
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