Síndrome Nefrótica: uma revisão integrativa dos aspectos etiológicos e fisiopatológicos
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18881661Palavras-chave:
Síndrome Nefrótica, Glomerulopatias, FisiopatologiaResumo
Introdução: A síndrome nefrótica é uma manifestação clínica das glomerulopatias caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e dislipidemia, associada a alterações estruturais da barreira de filtração glomerular. Sua heterogeneidade etiológica e fisiopatológica impõe desafios diagnósticos e terapêuticos, especialmente diante dos avanços recentes na identificação de biomarcadores e terapias imunomoduladoras. Objetivo: Sintetizar criticamente as evidências científicas publicadas entre 2013 e 2023 acerca dos aspectos epidemiológicos, etiológicos, fisiopatológicos, clínicos e terapêuticos da síndrome nefrótica, destacando avanços diagnósticos e implicações para a prática clínica. Métodos: Realizou-se revisão sistemática da literatura conforme diretrizes PRISMA, com busca nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase e SciELO. Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas, ensaios clínicos e diretrizes publicados entre 2013 e 2023, nos idiomas inglês, português e espanhol. Após triagem e aplicação de critérios de elegibilidade, 87 estudos compuseram a análise qualitativa. Discussão: Os achados evidenciam que a lesão podocitária e os mecanismos imunomediados são centrais na fisiopatologia da síndrome. A identificação de autoanticorpos específicos, como anti-PLA2R, redefiniu o manejo da nefropatia membranosa. Corticosteroides permanecem como terapia inicial em muitas formas primárias, embora imunobiológicos tenham ampliado as opções terapêuticas, sobretudo nos casos resistentes. Complicações tromboembólicas e infecciosas seguem como determinantes prognósticos relevantes. Conclusão: A síndrome nefrótica apresenta evolução conceitual significativa na última década, com avanços na estratificação etiológica e na abordagem terapêutica personalizada. A integração entre evidências moleculares e prática clínica é essencial para otimizar desfechos renais e sistêmicos.
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