A humanização do parto como estratégia de promoção da saúde materno-infantil
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18642325Palavras-chave:
Assistência ao Parto, Promoção da Saúde, Saúde da CriançaResumo
A humanização do parto tem sido reconhecida como uma estratégia essencial para a promoção da saúde materno-infantil, ao priorizar práticas que respeitam a fisiologia do nascimento, a autonomia da mulher e os direitos humanos no cuidado obstétrico. Este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da assistência ao parto humanizada e sua contribuição para a promoção da saúde materna e infantil. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases LILACS, SciELO, PubMed e Scopus, utilizando os descritores “Assistência ao Parto”, “Promoção da Saúde” e “Saúde da Criança”, no período de 2021 a 2026. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 11 artigos para análise. Os resultados evidenciaram que a humanização do parto está associada à redução de intervenções obstétricas desnecessárias, à diminuição da violência obstétrica, ao fortalecimento do vínculo mãe-filho e à melhoria dos indicadores de saúde materna e neonatal. Ademais, destacam-se a atuação da enfermagem obstétrica e a relevância das políticas públicas como elementos centrais para a efetivação desse modelo de cuidado. Conclui-se que a humanização do parto configura-se como uma estratégia fundamental para a promoção da saúde materno-infantil, demandando investimentos contínuos em formação profissional, organização dos serviços e implementação efetiva das políticas públicas.
Referências
ARGAW, M. D. et al. Implementing a Social Accountability Approach for Maternal, Neonatal, and Child Health Service Performances in Ethiopia: A Pre-Post Study Design. Global Health: Science and Practice, v. 9, n. 1, p. 123–135, 31 mar. 2021.
BAZZANO, A. N. et al. Development and Unfolding of the Life Course Movement in the Field of Maternal and Child Health: An Oral History. Maternal and Child Health Journal, 16 jul. 2024.
BUFFON, T. DE. M.; MARTINS, C. A. L. A humanização do parto: uma revisão integrativa. Brazilian Journal of Health Review, v. 6, n. 3, p. 11095–11109, 30 maio 2023.
CANTUARIA, E. C. S. et al. Humanização do parto: menos intervenções, melhores resultados maternos e neonatais. Contribuciones a las Ciencias Sociales, v. 18, n. 5, p. e17546, 5 maio 2025.
CAVALCANTE, A. M. R. et al. A influência do parto humanizado na intensificação do vínculo mãe-filho e na redução de intervenções médicas. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 15, n. 8, p. e10822, 17 ago. 2022.
COSTA, M. S. et al. Violência obstétrica: medidas protetivas descritas nas legislações estaduais brasileiras. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 29, n. 1, p. 33–51, 2 abr. 2025.
FERREIRA, L. DE P. DOS. S. et al. Fatores de risco para a violência obstétrica no Brasil: uma revisão integrativa da literatura. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v. 8, n. 18, p. e082221, 9 jun. 2025.
LEITE, J. et al. A Formulação da Política Nacional de Humanização e seus Antecedentes Históricos. Psicologia Ciência e Profissão, v. 44, 1 jan. 2024.
LEITE, T. H. et al. Desrespeitos e abusos, maus tratos e violência obstétrica: um desafio para a epidemiologia e a saúde pública no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 27, n. 2, p. 483–491, 2 fev. 2022.
LIMA, D. DE. O. et al. atuação do enfermeiro obstetra no centro de parto normal intra-hospitalar- CPNI. Revista Contemporânea, v. 4, n. 12, p. e6815–e6815, 3 dez. 2024.
MEDEIROS, R. DE C. DA S.; NASCIMENTO, E. G. C. DO. “Na hora de fazer não chorou”: a violência obstétrica e suas expressões. Revista Estudos Feministas, v. 30, 11 set. 2022.
NASCIMENTO, A. J.; OLIVEIRA, R. G. D. A humanização do parto como estratégia política: desafios para a psicologia. Revista Psicologia Política, v. 25, p. 1–17, 2025.
NEVES, L. K. O. et al. Uma análise sobre o parto humanizado e suas intervenções obstétricas. Revista Contemporânea, v. 4, n. 7, p. e5185–e5185, 22 jul. 2024.
OLIVEIRA, G. P. DE. et al. Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento: integração das políticas públicas na promoção da maternidade segura. Contribuciones a las Ciencias Sociales, v. 17, n. 1, p. 5085–5094, 24 jan. 2024.
PROCTER, S. R. et al. Maternal immunisation against Group B Streptococcus: A global analysis of health impact and cost-effectiveness. PLOS Medicine, v. 20, n. 3, p. e1004068, 14 mar. 2023.
RIBEIRO, A. DA. S. et al. O enfermeiro frente à humanização no trabalho de parto. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 2, n. 02, p. 13–24, 17 jul. 2025.
ROBINSON, R. S.; ADAMS, T. Building social accountability to improve reproductive, maternal, newborn and child health in Nigeria. International Journal for Equity in Health, v. 21, n. S1, fev. 2022.
SANTOS, M. P. DA S. et al. Humanização do parto: desafios do Projeto Apice On. Ciência & Saúde Coletiva, v. 27, p. 1793–1802, 4 maio 2022.
SCHNEIDER, L. R.; PEREIRA, R. P. G.; FERRAZ, L. Prática Baseada em Evidências e a análise sociocultural na Atenção Primária. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 30, n. 2, 2020.
SILVA, S. F. DA. et al. Políticas públicas e atuação multiprofissional baseadas na segurança do parto domiciliar planejado (PDP). Lumen et Virtus, v. 16, n. 49, p. 6363–6380, 4 jun. 2025.
TRAJANO, A. R.; BARRETO, E. A. Violência obstétrica na visão de profissionais de saúde: a questão de gênero como definidora da assistência ao parto. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v. 25, 2021.
WARREN, M. D.; KAVANAGH, L. D. Over a Century of Leadership for Maternal and Child Health in the United States: An Updated History of the Maternal and Child Health Bureau. Maternal and Child Health Journal, p. 1–15, 25 mar. 2023.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Journal of Social Issues and Health Sciences (JSIHS)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
