Reconstrução mamária após mastectomia: interface entre cirurgia oncológica e reconstrutiva
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23783530Palavras-chave:
Mastectomia, Reconstrução mamária, Retalhos autólogos, Radioterapia.Resumo
Introdução: A interface clínica envolvendo restauração mamária compatível com segurança oncológica, radioterapia e escolhas da paciente representa desafio entre a cirurgia geral e a cirurgia plástica reconstrutiva. As decisões terapêuticas devem integrar risco sistêmico, anatomia, perfusão e função, especialmente diante de radioterapia, isquemia do retalho de mastectomia, tabagismo, diabetes e infecção de implante. Objetivo: Discutir critérios de seleção, opções técnicas, complicações e limites da evidência disponível sobre o tema. Metodologia: Revisão narrativa crítica, não sistemática, elaborada a partir de diretrizes, consensos e revisões científicas publicadas e recuperadas em bases bibliográficas e páginas institucionais. Não houve inclusão de pacientes, extração padronizada de todos os estudos elegíveis, metanálise ou estimativa própria de efeitos. Resultados e discussão: Os documentos analisados favorecem decisão compartilhada sobre reconstrução imediata, tardia, protética ou autóloga, com escolha individualizada segundo o defeito e o estado do paciente. A análise contempla riscos como radioterapia, isquemia do retalho de mastectomia, tabagismo, diabetes e infecção de implante, além da importância da documentação do leito, da morbidade doadora e do seguimento funcional. Na prática, a reconstrução não deve atrasar tratamento oncológico necessário nem comprometer margens cirúrgicas. A heterogeneidade de técnicas, cenários assistenciais e desfechos limita conclusões sobre superioridade universal. Conclusão: A reconstrução segura exige planejamento interdisciplinar, controle das condições de base e seleção de cobertura compatível com a função. Recomenda-se avaliar resultados clínicos e qualidade de vida, e não apenas fechamento anatômico.
Referências
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