Tendência temporal da mortalidade por pancreatite aguda no Brasil de 2001 a 2021
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23371486Palavras-chave:
Pancreatite Aguda, Mortalidade, Estudo temporalResumo
A pancreatite aguda é uma condição potencialmente grave, mas há poucas pesquisas sobre a evolução de sua mortalidade no Brasil. O objetivo foi analisar a tendência temporal do coeficiente nacional de mortalidade por pancreatite aguda e das contribuições dos óbitos de cada região e sexo a esse coeficiente, entre 2001 e 2021. Realizou-se estudo ecológico de série temporal com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade e dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O coeficiente nacional e suas contribuições foram calculados utilizando a população brasileira total como denominador, por 100.000 habitantes. As tendências foram avaliadas por regressão de Prais-Winsten, com variação percentual anual (APC) e intervalo de confiança de 95%. Foram registrados 67.603 óbitos, sendo 41.840 masculinos, 25.751 femininos e 12 com sexo ignorado. O coeficiente nacional aumentou de 1,1167 para 1,7308 por 100.000 habitantes, com aumento de 55,0% e APC de 2,27% (p = 0,019). As contribuições aumentaram no Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e sexo feminino e foram estacionárias no Sudeste e sexo masculino. Os resultados descrevem a composição do coeficiente nacional e não permitem comparar taxas específicas ou riscos entre os grupos.
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