Rastreamento do câncer colorretal em adultos jovens: análise das evidências para a redução da idade de screening
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18069249Palavras-chave:
Câncer colorretal, Jovem adulto, Rastreamento, Qualidade de Vida, PrevençãoResumo
Introdução: O câncer colorretal (CCR) de início precoce apresenta um aumento global sustentado na incidência, desafiando o paradigma de que esta neoplasia afeta majoritariamente idosos. Jovens adultos frequentemente enfrentam diagnósticos tardios e tumores com biologia mais agressiva. Objetivo: Analisar as evidências científicas dos últimos dez anos que fundamentam a redução da idade de rastreamento do CCR para 45 anos e discutir seu impacto na qualidade de vida. Métodos: Realizou-se uma revisão bibliográfica qualitativa e exploratória nas bases PubMed, LILACS e ScienceDirect, abrangendo o período de 2013 a 2023. A amostra final consistiu em 28 artigos selecionados por rigorosos critérios de elegibilidade. Resultados e Discussão: Os achados consolidam a influência do estilo de vida ocidentalizado e de fatores metabólicos na carcinogênese precoce. A redução da idade de screening demonstrou-se custo-efetiva, permitindo detecções em estágios iniciais e tratamentos menos mutilantes. O diagnóstico precoce é crucial para preservar a qualidade de vida, incluindo a saúde reprodutiva e a funcionalidade socioeconômica do adulto jovem. Identificou-se que a atenção primária desempenha papel vital na superação do atraso diagnóstico. No Brasil, o uso de testes não invasivos (FIT) surge como estratégia para democratizar o acesso. Conclusão: A antecipação do rastreamento é um imperativo ético e clínico para conter a mortalidade por CCR em jovens. A implementação de protocolos mais inclusivos é fundamental para proteger a dignidade e os projetos de vida dessa população, exigindo políticas públicas adaptadas à realidade assistencial brasileira.
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