Tratamento Cirúrgico versus Tratamento Clínico na Hidradenite Supurativa: revisão integrativa e análise comparativa dos desfechos clínicos e da qualidade de vida
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17630305Palavras-chave:
Hidradenite Supurativa, Tratamento Cirúrgico, Tratamento Clínico, Qualidade de Vida, Revisão Bibliográfica, Imunobiológicos, Deroofing, AdalimumabeResumo
A Hidradenite Supurativa (HS) é uma doença inflamatória crônica, recidivante e dolorosa dos folículos pilosos, cujo manejo clínico e cirúrgico ainda representa um desafio terapêutico significativo para a dermatologia moderna. Caracterizada por nódulos profundos, abscessos, fístulas e cicatrizes hipertróficas, a HS compromete regiões de fricção cutânea e exerce impacto devastador na qualidade de vida, com repercussões físicas, psicológicas e sociais de grande magnitude. Nas últimas décadas, avanços na compreensão da fisiopatologia imunoinflamatória da doença impulsionaram o desenvolvimento de terapias-alvo, como os imunobiológicos, ao mesmo tempo em que técnicas cirúrgicas mais precisas e conservadoras vêm sendo aprimoradas, buscando reduzir taxas de recidiva e promover reabilitação funcional. O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica integrativa e comparativa acerca dos desfechos clínicos e da qualidade de vida de pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico versus clínico da Hidradenite Supurativa, analisando evidências publicadas entre 2015 e 2025. Foram incluídos estudos randomizados, revisões sistemáticas e metanálises indexadas nas bases PubMed, Scielo, Embase e ScienceDirect, que abordassem eficácia terapêutica, tempo de remissão, taxas de recidiva, complicações e impacto psicossocial. Os resultados da literatura apontam que o tratamento clínico — sobretudo o uso de antibióticos combinados e agentes biológicos como o adalimumabe — oferece controle inflamatório e melhora sintomática significativa em estágios leves a moderados, porém com alta recidiva após suspensão. Já o tratamento cirúrgico, incluindo técnicas como deroofing e excisão ampla, demonstra melhores taxas de remissão duradoura e redução expressiva de recorrências, embora envolva maior tempo de recuperação e risco de complicações locais. Conclui-se que a abordagem ideal deve ser individualizada e multimodal, integrando estratégias clínicas e cirúrgicas, associadas ao manejo das comorbidades metabólicas, cessação do tabagismo e suporte psicológico. A compreensão aprofundada da interação entre inflamação crônica, microbiota cutânea e fatores psicossociais poderá, no futuro, redefinir paradigmas terapêuticos, possibilitando tratamentos mais personalizados e eficazes.
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