Uso de anestésicos em pacientes com doenças crônicas não transmissíveis: riscos e benefícios
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.14919052Palavras-chave:
Anestesia, Comorbidades, Doenças crônicasResumo
Introdução: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) representam um desafio crescente na prática anestesiológica, uma vez que interferem diretamente na escolha dos agentes anestésicos e na segurança perioperatória. Entre as principais DCNT estão as doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e doenças pulmonares, que demandam uma abordagem anestésica personalizada para minimizar riscos e otimizar desfechos cirúrgicos. Metodologia: Este estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura, baseada na análise de artigos publicados nos últimos cinco anos em bases indexadas como PubMed, SciELO e LILACS. Foram utilizados descritores relacionados à anestesia e DCNT, resultando na seleção de 11 estudos que atendiam aos critérios de inclusão estabelecidos. Resultados e Discussão: A escolha do anestésico impacta diretamente os desfechos clínicos. Anestésicos inalatórios, como o sevoflurano, demonstram melhor estabilidade hemodinâmica em pacientes com doenças cardiovasculares, enquanto o propofol apresenta vantagens metabólicas em pacientes diabéticos. Pacientes com doenças pulmonares crônicas têm maior risco de complicações respiratórias sob anestesia geral, sendo a anestesia regional uma alternativa viável. O uso adequado de anestésicos também pode modular a resposta imunológica e influenciar a recuperação pós-operatória. Conclusão: Constata-se que a administração de anestésicos em pacientes com DCNT deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios. A implementação de protocolos baseados em evidência e a monitorização rigorosa perioperatória são essenciais para garantir segurança e eficiência anestésica. Novas pesquisas são necessárias para aprimorar as estratégias anestésicas nesses pacientes.
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