Matriciamento em Saúde Mental no Sistema Único de Saúde: uma revisão narrativa da literatura
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20836322Palavras-chave:
Apoio matricial, Saúde mental, Atenção Primária à Saúde, Sistema Único de Saúde, Rede de Atenção PsicossocialResumo
A saúde mental constitui um importante desafio para os sistemas de saúde, exigindo estratégias capazes de integrar diferentes níveis assistenciais e ampliar o acesso ao cuidado. Nesse contexto, o Matriciamento ou Apoio Matricial em saúde mental destaca-se como uma ferramenta de articulação entre a Atenção Primária à Saúde (APS) e os serviços especializados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Este estudo objetivou realizar uma revisão narrativa da literatura acerca do matriciamento em saúde mental no SUS, discutindo seus fundamentos teóricos, potencialidades, desafios e contribuições para a integração do cuidado. Trata-se de uma revisão narrativa realizada na biblioteca eletrônica Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando os descritores “apoio matricial”, “matriciamento”, “saúde mental” e “atenção primária à saúde”, considerando publicações entre 2020 e 2026, em português. Os estudos analisados demonstraram que o Matriciamento favorece o compartilhamento de responsabilidades entre equipes, amplia a resolutividade da APS, fortalece a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e contribui para processos de educação permanente em saúde. Entretanto, também foram identificados desafios relacionados à formação profissional, fragilidades na articulação da rede, sobrecarga de trabalho, rotatividade de profissionais e limitações estruturais dos serviços. Conclui-se que o Matriciamento representa importante estratégia para qualificação do cuidado em saúde mental no SUS, contribuindo para a construção de práticas mais integradas, humanizadas e territorializadas, embora sua consolidação dependa do fortalecimento das condições organizacionais e institucionais que sustentam o trabalho colaborativo.
Referências
ALVES, Samara Vasconcelos et al. Uma revisão narrativa do apoio matricial em saúde mental entre as equipes CAPS-ESF no cenário brasileiro. Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 34, e34008, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-7331202434008pt. Acesso em: 03 mai. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia prático de matriciamento em saúde mental. Brasília, DF: Ministério da Saúde; Centro de Estudo e Pesquisa em Saúde Coletiva, 2011. 236 p. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_matriciamento_saudemental.pdf. Acesso em: 03 mai. 2026.
CHAZAN, Luiz Fernando; FORTES, Sandra Lucia Correia Lima; CAMARGO JUNIOR, Kenneth Rochel de. Apoio Matricial em Saúde Mental: revisão narrativa do uso dos conceitos horizontalidade e supervisão e suas implicações nas práticas. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, n. 8, p. 3251-3260, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232020258.31942018. Acesso em: 03 mai. 2026.
COSTA, Francisca Sheyla Viana Morais et al. Saúde mental na Atenção Primária à Saúde sob as perspectivas de usuários e profissionais: estudo qualitativo. Cogitare Enfermagem, Curitiba, v. 30, e98945pt, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1590/ce.v30i0.98945pt. Acesso em: 04 mai. 2026.
GODOI, Lídia Pereira da Silva et al. Apoio matricial como ferramenta da articulação entre atenção básica e CAPS: o que os dados secundários mostram? Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 44, n. especial 3, p. 128-143, out. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0103-11042020E312. Acesso em: 04 mai. 2026.
GUIMARÃES, Denise Alves et al. Dificuldades no trabalho em saúde mental: percepção de trabalhadores do Núcleo de Apoio à Saúde da Família na Macrorregião Oeste de Minas Gerais. Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 33, e33052, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-7331202333052. Acesso em: 05 mai. 2026.
LIMA, Marlene Costa; GONÇALVES, Tonantzin Ribeiro. Apoio matricial como estratégia de ordenação do cuidado em saúde mental. Trabalho, Educação e Saúde, Rio de Janeiro, v. 18, n. 1, e0023266, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00232. Acesso em: 07 mai. 2026.
MENDES, Dárcio Tadeu et al. Práticas de enfermeiras da atenção primária à saúde no atendimento à pessoa em sofrimento psíquico. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v. 45, e20230192, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2024.20230192.pt. Acesso em: 08 mai. 2026.
MONTEIRO, Vanina de Lima; GIUGLIANI, Camila. A atenção primária na formação do psiquiatra: possibilidades por meio do matriciamento em duas residências brasileiras. Revista Brasileira de Educação Médica, Brasília, v. 50, supl. 1, eSUPL13, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-5271v50.supl.1-20260063. Acesso em: 08 mai. 2026.
SARAIVA, Sonia Augusta Leitão; ZEPEDA, Jorge; LIRIA, Alberto Fernández. Componentes do apoio matricial e cuidados colaborativos em saúde mental: uma revisão narrativa. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, n. 2, p. 553-565, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232020252.10092018. Acesso em: 05 mai. 2026.
TREICHEL, Carlos Alberto dos Santos et al. Teoria da mudança para implementação de apoio matricial em saúde mental. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 36, supl. 1, eAPESPE022473, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.37689/acta-ape/2023AOSPE022473. Acesso em: 07 mai. 2026.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Journal of Social Issues and Health Sciences (JSIHS)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
