Fatores de risco e estratégias para controle da cefaleia

Autores

  • Nívia Larice Rodrigues de Freitas Universidade Nilton Lins Autor
  • Érika de Oliveira Santos Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU) Autor
  • Lucca Cardoso Pimenta Universidade Nilton Lins Autor
  • Grasiele Mattei Ise dos Santos Centro Universitário de Caratinga (UNIFACIG) Autor
  • Gisele Aparecida Gomes Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Autor
  • Charles Fabian de Lima Universidade Federal de Jataí (UFJ) Autor
  • Jonathan da Silva Borges Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Autor
  • Glaucia Alyne Nunes de Lacerda Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Autor
  • Antônio Carlos da Silva Araújo Neto Universidade Nilton Lins Autor
  • Juliana Carvalho Rezende Faminas Muriaé Autor
  • Paulo Victor Chaves Nobre Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU) Autor

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.18769636

Palavras-chave:

Transtornos de cefaleia, Dor de Cabeça, Fatores de Risco

Resumo

A cefaleia está entre as condições neurológicas mais prevalentes no mundo e provoca importante limitação funcional, com impactos diretos na qualidade de vida. Caracteriza-se como dor na região craniana, facial ou na porção superior da nuca, decorrente da ativação de estruturas sensíveis como vasos sanguíneos, meninges e nervos cranianos, evidenciando sua natureza multifatorial e a interação entre mecanismos centrais e periféricos. A classificação em primárias e secundárias organiza o raciocínio clínico e permite compreender diferentes padrões de risco e gravidade. Diante da prevalência da cefaleia e de seu impacto funcional, torna-se fundamental compreender os fatores que contribuem para o desencadeamento, a recorrência e a cronificação das crises, especialmente em contextos marcados por estresse, privação de sono, sobrecarga cervical e uso indiscriminado de medicamentos. O objetivo deste estudo consiste em analisar os principais fatores de risco e as estratégias para controle da cefaleia, com base nas evidências científicas recentes. Para isso, realizou-se revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa, com caráter descritivo e exploratório, a partir de buscas nas bases Google Scholar e SciELO entre 2021 e 2026, com seleção por títulos e resumos seguida de leitura integral e organização temática do conteúdo. Observa-se que a manutenção das crises envolve interação entre predisposição biológica, fatores emocionais e condições biomecânicas, podendo resultar em sensibilização persistente e impacto significativo no desempenho acadêmico e profissional. Intervenções como correção postural, fisioterapia manual, terapias integrativas e recursos farmacológicos específicos ampliam as possibilidades de controle. O manejo eficaz depende de diagnóstico diferencial preciso, identificação individualizada dos gatilhos e atuação multidisciplinar contínua, voltada tanto à prevenção quanto à redução da intensidade e frequência das crises.

Referências

AMARAL, Daniel Dutra; GLAUGLITZ, Augusto Cesar Ferreira; GUERREIRO, Evandro Prestes. Cervicalgia e a cefaleia tensional – impacto no bem-estar físico e mental do paciente. Social Meeting Scientific Journal, [S. l.], p. 40-63, 2022. Disponível em: http://www.esocialbrasil.periodikos.com.br/journal/esocialbrasil/article/626aaf01a953954380445302. Acesso em: 1 fev. 2026.

CARDOSO, Ana Maria Santos et al. Mecanismos fisiopatológicos da cefaleia tensional: uma revisão bibliográfica. RECIMA21 – Revista Científica Multidisciplinar, [S. l.], v. 5, n. 1, p. e514826, 2024. Disponível em: https://recima21.com.br/recima21/article/view/4826. Acesso em: 1 fev. 2026.

CUNHA, Caio Visalli Lucena da et al. Cefaleia: concepções, características e abordagens na Atenção Primária à Saúde. [S. l.: s. n.], 2022. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/una-27307. Acesso em: 1 fev. 2026.

DIAS, Diogo Stelito Rezende et al. Cefaleias primárias: revisão da literatura. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 8, n. 4, p. 24671-24678, 2022. Disponível em: https://brazilianjournals.com/ojs/index.php/BRJD/article/view/46186. Acesso em: 1 fev. 2026.

FARINELLO, Beatriz et al. Perspectivas atuais sobre o efeito da terapia manual no tratamento fisioterapêutico de pacientes com cefaléia tensional. Revista Intellectus, [S. l.], v. 77, n. 1, p. 04-17, 2025. Disponível em: https://revistasunifajunimax.unieduk.com.br/intellectus/article/view/1016. Acesso em: 1 fev. 2026.

FIGUEIREDO, Naiara Oliveira et al. Cefaleias: Diagnóstico Diferencial e Abordagens Terapêuticas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [S. l.], v. 5, n. 5, p. 262-277, 2023. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/585. Acesso em: 1 fev. 2026.

FRANCO, João Humberto da Silva. Auriculoterapia no tratamento de cefaleia tensional. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2024. Disponível em: https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/8843. Acesso em: 1 fev. 2026.

FREITAS JUNIOR, Sandoval Fernando Cardoso de et al. A Fisiopatologia da Cefaleia Crônica: Estudo sobre o Líquido Cefalorraquidiano. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [S. l.], v. 6, n. 1, p. 1115-1130, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/1271. Acesso em: 1 fev. 2026.

GONÇALVES, Ana Lara Lobo; KIHARA, Brunna Hatsune. Acupuntura no tratamento da cefaleia em profissionais da saúde. 2024. Monografia (Graduação em Fisioterapia) – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2024. Disponível em: https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/7720. Acesso em: 1 fev. 2026.

LIMA, Andressa Bianca Reis et al. Evolução das internações por cefaleia migrânea no Brasil: uma década de desafios e avanços neurológicos (2013-2023). Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [S. l.], v. 6, n. 10, p. 518-529, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/3722. Acesso em: 1 fev. 2026.

MAGALHÃES, Francisco Neuton de Oliveira; ALBUQUERQUE, Júlia Elizabeth Nagrad de Farias. Uso da Termografia Infravermelha como Método de Diagnóstico Diferencial na Cefaleia Primária. Pan American Journal of Medical Thermology, [S. l.], v. 10, p. 004, 2023. Disponível em: http://abraterm.com.br/revista/index.php/PAJMT/article/view/117. Acesso em: 1 fev. 2026.

MENEZES, Jefferson Bruno Torres de et al. Quetamina como modalidade terapêutica para enxaqueca e cefaléia tensional: uma revisão de literatura. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 9, n. 10, p. 4618-4628, 2023. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/12107. Acesso em: 1 fev. 2026.

REIS, Anna Lídia do Nascimento et al. Cefaleia por uso excessivo de analgésicos em estudantes de medicina de uma universidade privada. Research, Society and Development, [S. l.], v. 12, n. 5, p. e3012541472, 2023. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/41472. Acesso em: 1 fev. 2026.

SANTOS, Arthur Claret Marques Barbosa dos; DAMASCENO, Fernanda Alves da Silva; SANTOS, Eustáquio Claret dos. Prevalência, classificação e impacto das cefaleias em estudantes de medicina. Interdisciplinary Journal of Ciências Médicas, [S. l.], v. 7, n. 1, p. 42-48, 2023. Disponível em: https://www.revista.fcmmg.br/index.php/RICM/article/view/238. Acesso em: 1 fev. 2026.

SANTOS, Maria Beatriz S. Nascimento; ALMEIDA, Pedro Rodrigo M. Negreiros de. Cefaleias e migrânea. In: Guia Prático de Raciocínio Clínico. [S. l.]: Editora Pasteur, 2023. Edição 1, p. 66. Disponível em: https://sistema.editorapasteur.com.br/uploads/pdf/publications/Guia%20Pr%C3%A1tico%20de%20Racioc%C3%ADnio%20Cl%C3%ADnico-837f07ee-5794-4b45-a5e2-ee0e6a538183.pdf. Acesso em: 1 fev. 2026.

SANTOS, Naiane Alves dos et al. Abordagens Diagnósticas e Terapêuticas nas Cefaleias Primárias: Um Enfoque em Enxaqueca e Cefaléia Tensional. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [S. l.], v. 6, n. 12, p. 2166-2176, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/4753. Acesso em: 1 fev. 2026.

SANTOS, Skarllet Cândida Silva dos et al. Cefaleias tensional e em salvas: classificação e diagnóstico. Maceió: UFAL, 2025. Disponível em: https://www.repositorio.ufal.br/bitstream/123456789/17372/1/Cefaleias%20tensional%20e%20em%20salvas_classifica%C3%A7%C3%A3o%20e%20diagn%C3%B3stico.pdf. Acesso em: 1 fev. 2026.

SILVA, Emilene Aparecida Ramos da; SUGUIHARA, Roberto Teruo; MUKNICKA, Daniella Pilon. Toxina botulínica como modalidade terapêutica na cefaleia. Research, Society and Development, [S. l.], v. 12, n. 12, p. e52121243898, 2023. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/43898. Acesso em: 1 fev. 2026.

TELES, Flávia Pascoal et al. Terapia manual em adultos com cefaleia tensional: uma revisão sistemática. Journal Archives of Health, [S. l.], v. 5, n. 3, p. e1715, 2024. Disponível em: https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1715. Acesso em: 1 fev. 2026.

Downloads

Publicado

02/25/2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

FREITAS, Nívia Larice Rodrigues de et al. Fatores de risco e estratégias para controle da cefaleia. Journal of Social Issues and Health Sciences (JSIHS), [S. l.], v. 3, n. 1, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.18769636. Disponível em: https://ojs.thesiseditora.com.br/index.php/jsihs/article/view/563.. Acesso em: 13 mar. 2026.